Saúde – A vacinação contra gripe foi antecipada e ampliada no Brasil.

13.04.2017 | em saúde

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A campanha de vacinação no Brasil foi antecipada e ampliada este ano, dando prioridade também para professores, pessoas sistema prisional, jovens cumprindo medidas socioeducativas, além da população em geral.

A Vacina da gripe está disponível na rede pública para gestantes, pessoas com 60 anos ou mais, profissionais de saúde, mulheres que tiveram filhos a menos de 45 dias, crianças de 6 meses a 4 anos de idade, pessoas com doenças crônicas e indígenas.

As vacinas são trivalentes, ou seja, imunizam contra três tipos de vírus diferentes. A composição da vacina é recomendada anualmente pela OMS, com base nas informações recebidas de todo o mundo sobre a prevalência das cepas circulantes. Dessa forma, a cada ano a vacina da gripe muda, para proteger contra os tipos mais comuns de vírus da gripe naquela época.
Existem três tipos de vacinas contra influenza:
– vacinas de vírus fracionados;
– vacinas de subunidades;
– vacinas de vírus inteiros.

No Brasil, utilizam-se apenas as vacinas de vírus fracionados ou de subunidades. Qualquer um desses dois tipos pode ser utilizado em todas as idades. Na composição das vacinas entram antibióticos, tais como a neomicina e a polimixina, e o timerosal como conservante. As vacinas contra influenza têm sido fornecidas em seringas já preparadas com 0,25ml e 0,5ml, bem como em frascos multidoses.

Os vírus da influenza causam doença respiratória aguda, denominada influenza ou gripe, caracterizada clinicamente por febre alta, calafrios, cefaleia, mal estar, mialgia e tosse seca. Conjuntivite, dor abdominal, náusea e vômitos são frequentes. Em crianças pequenas o quadro clínico pode simular a uma sepse. O mal estar geral pode persistir por vários dias e até mesmo semanas. Pode ocorrer miosite – inflamações musculares -, com dores musculares e dificuldade de andar.
Com intervalos variáveis, aparecem subtipos totalmente novos (por exemplo, mudança de H1 para H2), o que se denomina mudança antigênica maior, responsável por pandemias; mudanças antigênicas menores, dentro de cada subtipo, associam-se com a ocorrência de epidemias anuais ou surtos regionais.

Vacina contra gripe – Rede pública de saúde:

A vacina utilizada na rede pública será a trivalente, a mesma usada no ano de 2015. Ela previne contra três tipos de vírus influenza e é composta por três cepas (espécies do vírus): uma cepa A/H1N1, uma cepa A/H3N2 e uma cepa B. O Ministério da Saúde optou por vacinar a população com a vacina trivalente na rede pública, devido à prevalência do vírus H1N1. “Em vista do surto, o Ministério da Saúde decidiu utilizar a vacina trivalente. Isso porque o vírus H1N1 não passou por alterações, portanto, a vacina continua eficaz para preveni-lo”, explica a pediatra Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações.

A vacina quadrivalente é produzida pelas empresas farmacêuticas privados GSK e Sanofi. A versão da GSK está licenciada pela Anvisa em nosso país para crianças e adultos a partir de três anos de idade, em formulação única de 0,5mL. Já a vacina quadrivalente do laboratório Sanofi Pasteur tem registro na Anvisa de duas formulações: pediátrica, para uso em crianças de seis meses até três anos (0,25mL) e adulta, para crianças e adultos acima de três anos de idade (0,5mL).

Geralmente, ocorrem as seguintes reações: dor local, de pequena intensidade, com duração de até dois dias. Febre, mal estar e mialgias, mais frequentes em pessoas que não tiveram exposição anterior aos antígenos da vacina (por exemplo, crianças). Começam seis a 12 horas após a vacinação e podem persistir durante um ou dois dias.

Fonte: http://www.minhavida.com.br/saude/tudo-sobre/16663-vacina-da-gripe-incluso-h1n1; http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2017/04/vacinacao-contra-gripe-e-antecipada.html

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