Teste de DNA ajuda a escolher o exercício ideal para o seu biotipo.

21.08.2017 | em atualidades

DNA

Você já perdeu a conta de quantos treinos testou e não conseguiu resultados efetivos, mesmo comendo direito? Saiba que o problema pode não estar necessariamente na sua motivação ou performance. A resposta, muitas vezes, está no seu perfil genético. Essa é a teoria do oncologista neozelandês Sr. Sharad Paul, que lançou o livro The Genetics of Health (ainda inédito no Brasil). Na publicação, o médico defende que entender o que há no nosso DNA é o melhor caminho para encontrar as atividades mais adequadas. “De forma geral, um mesmo gene pode ter efeitos bons ou ruins, tudo depende do estilo de vida”, explica Paul.

Na prática, funciona assim: segundo ele, existem, basicamente, três grupos de genes que definem nosso perfil no que diz respeito a exercícios. Primeiro, os de resistência, que determinam o potencial para atividades aeróbicas; segundo, os de força, que dizem se a pessoa tem mais chances de excelência em exercícios de musculação; e, finalmente, o gene da “preguiça”, que indica o quão propensos somos a pular treinos ou evitar a academia.

Para desvendar qual é o de cada pessoa, é necessário se submeter a um exame que determina o mapa genético. O teste RxEvolution, desenvolvido por Paul, é feito em laboratório, com uma amostra de saliva, e mapeia 21 genes que influenciam nosso bem-estar. Os resultados são analisados de forma a montar um perfil de cada paciente, com um plano fitness e também nutricional, individualizado.

Segundo o endocrinologista Dr. Tércio Rocha, do Rio de Janeiro, o principal objetivo é investir em atividades que garantam maior gasto calórico e queima de gordura. “Além disso, há um aumento da resistência imunológica, melhora do humor, do sono, da libido e até da criatividade”, diz Rocha, que oferece em sua clínica o método Path­way, cujo teste é bem semelhante ao criado pelo médico neozelandês (preços a partir de R$ 1.200). Com a análise desses dados, é possível alinhar as expectativas da pessoa com o que ela realmente pode atingir, potencializando o resultado de seus treinos e de sua dieta.

Veja como funcionam os três genes fitness, segundo o Dr. Sharad Paul:

Força
O gene ACTC3 determina se a pessoa tem mais aptidão para exercícios que exigem grande esforço muscular. A variante TC  é quem indica o potencial para desenvolver mais força em comparação com outros indivíduos. Treinos de musculação ou treinamento funcional, com exercícios em aparelhos ou isométricos que se sustentam com o peso do corpo, são as apostas ideais.

Resistência
Quem gosta ou se dá bem em atividades aeróbicas pode ser que tenha a variante CC do gene NFIA-AS2. Geralmente, são pessoas com alta capacidade de utilizar o ar na produção de energia e, consequentemente, têm mais fôlego e condicionamento físico. Quem tem esse perfil se adapta aos exercícios de alto impacto e grande gasto metabólico, como corrida, natação e spinning.

Preguiça
Só se enquadra nesse perfil quem tem a variante GG do gene BDNF, configuração que influencia a pessoa a evitar movimentos. Mas o gene não é de todo mau: as variantes AA e AG têm uma tendência maior a sentir prazer com exercícios. Quanto maior a prática deles, tanto de resistência quanto aeróbicos, mais os genes que superam a preguiça são ativados.

Achei esta matéria muito interessante e resolvi compartilhar com vocês.

Fonte: http://revistamarieclaire.globo.com/Beleza/noticia/2017/08/teste-de-dna-ajuda-escolher-o-exercicio-ideal.html

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