Dieta – A moda agora é fazer jejum intermitente. Já ouviu falar!

19.05.2017 | em atualidades

jejum

 

Especialistas defendem o jejum intermitente, ou seja, realizado por um período de tempo determinado, que faz com que ocorra a perda de peso e ainda garante maior qualidade de vida. Alguns famosos vem fazendo este tipo de dieta.

Especialista em nutrição otimizada, Sr Rodrigo Polesso não considera o jejum uma dieta, já que a sua prática não envolve alimentos. Segundo ele, a primeira mudança visível após aderir é a perda de peso: “só o fato de a pessoa não ingerir nada já é o suficiente para emagrecer”, diz ele. Um outro motivo que contribui para a queima de gordura e consequente perda de peso é que o jejum regulariza os níveis de insulina no sangue, hormônio que armazena gordura. Sr Rodrigo explica que praticar jejum intermitente baixa a insulina e abre o acesso para outros hormônios, como glucagon, cortisol e adrenalina, queimarem a gordura.

O especialista afirma que uma das vantagens do jejum é que a queima de gordura ocorre sem a perda da massa muscular, também conhecida como massa magra. “A massa é mantida porque o jejum eleva o hormônio do crescimento e isso previne qualquer queima de músculo”, diz ele. Sr. Polesso explica que o músculo é um tecido metabolicamente ativo, ou seja, ele consome energia e caloria somente por existir. “Perder massa muscular não é adequado para o processo de emagrecimento.”

Outra consequência do jejum intermitente é que o metabolismo basal também não desacelera, como muitos pensam. “O metabolismo basal gasta a quantidade de calorias no dia que uma pessoa precisa para manter o mesmo peso. As pessoas acham que não comer vai desacelerar o metabolismo, ou seja, você vai queimar menos calorias. Mas um estudo mostrou que ele continua acelerado até em jejuns bastante longos.”

QUAL O TEMPO IDEAL?

Para o jejum começar a fazer efeito e a trazer benefícios, Sr. Polesso afirma que é preciso ficar mais de 12 horas sem comer. Ele costuma indicar o protocolo 16/8, no qual o paciente permanece 16 horas em jejum e faz todas as refeições no período de 8 horas, mas existem pessoas que ficam até 24 horas sem se alimentar. “Quem costuma jantar às 20h, por exemplo, pode pular o café da manhã no dia seguinte e almoçar às 12h”, explica. “O paciente ficará 16 horas sem comer, incluindo o tempo em que estiver dormindo.”

Roberto Polesso afirma ainda que não é necessário jejuar todos os dias. “Você deve incluir essa pratica em sua rotina da maneira que achar mais conveniente”, diz. “O paciente pode ficar em jejum uma, duas ou três vezes na semana, dependendo de seu estilo de vida e de seus objetivo.”

JEJUM + ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Se o objetivo de jejuar for emagrecer, é importante ter uma alimentação saudável no restante no dia. Se o paciente enfiar o pé na jaca, não adianta ficar horas sem comer. “Criei um conceito chamado alimentação forte para mostrar para as pessoas o que é, de fato, uma alimentação saudável baseada na ciência”, diz o Sr. Polesso. “É necessário excluir da dieta alimentos processados, refinados, açúcares e as gorduras ruins, como óleos vegetais de milho, canola e soja, encontrados na margarina, por exemplo.”

Em alguns casos, o especialista aconselha corrigir a alimentação antes de fazer o jejum intermitente. “Há pessoas que se alimentam de maneira incorreta há muito tempo e, quando começam a jejuar, se sentem para baixo, com fome e acabam condenando o método. Mas a culpa, nesses casos, é da alimentação. Antes do jejum ou ao mesmo tempo, é preciso adotar hábitos saudáveis.”

AUTOFAGIA

Outro benefício proporcionado pelo jejum é a autofagia – a reciclagem das células mortas -, tema que garantiu o prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia ao cientista Yoshinori Ohsumi em 2016. O pesquisador japonês estudou o processo de reciclagem das células quando a pessoa está em jejum. “Pode-se dizer que é uma espécie de ‘limpeza’ para se certificar de que o corpo está funcionando bem”, afirma Polesso.

Sr. Yoshinori Ohsumi descobriu que os problemas nesse mecanismo estão ligados diretamente ao surgimento de doenças como o mal de Parkinson e a diabetes tipo 2. “Assim, pode-se dizer que o jejum intermitente beneficia a saúde, prevenindo doenças que chegam com o envelhecimento e promovendo a longevidade.”

MUITO LÍQUIDO

Durante o jejum, é preciso manter-se super hidratado. Por isso, alguns líquidos são permitidos. “Água com e sem gás, chá e café sem adoçante ou açúcar, e o consumo de gorduras puras [óleo de coco, por exemplo] não quebram o jejum”, explica Polesso. “Jejuar fica mais fácil com a ingestão de líquidos.”

Gorduras puras como manteiga e óleo de coco podem ser adicionadas ao café, pela manhã, para ajudar na sensação de saciedade durante o jejum. “Mas não pode exagerar caso o objetivo seja perder peso”, alerta o especialista. “O paciente não deve tomar óleo de coco e manteiga em excesso porque o corpo irá queimar essa gordura antes de queimar a do próprio corpo. Tudo tem que ser ponderado. O ideal mesmo é beber o líquido puro.”

Eu particularmente vejo com cautela este tipo de dieta, pois não são todas as pessoas que podem fazê-la. Você antes de utilizá-la deve consultar um nutricionista, ou alguém da área para que possa escolher o tipo de dieta que mais se adequa ao seu biotipo e ao seu objetivo. Assim, fará acompanhamento adequado para que não coloque sua saúde em risco. Cuidem-se!!!!!!!!!!!!!!!!

Fonte: http://revistamarieclaire.globo.com/Beleza/noticia/2017/03/esqueca-todas-dietas-moda-agora-e-fazer-jejum-intermitente.html

 

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