Por que frutas e vegetais influenciam na reprogramação do DNA?

30.08.2015 | em saúde

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Independente de gostarmos ou não dos alimentos vegetais, existe uma importante razão, talvez a mais poderosa, para você inserir esses alimentos sempre em suas refeições: eles são ricos em moléculas, denominadas fitoquímicos, que podem alterar a sua genética.

Esse efeito epigenético ativado pelos alimentos de origem vegetal junto com todos os benefícios antioxidantes e anti-inflamatórios justificam porque sempre ouvimos que frutas e vegetais fazem bem para saúde.

Na maioria das vezes pensamos em nosso código genético, como uma sequência de DNA, herdada de nossos pais e que irá sinalizar o nosso destino: se seremos magros, inteligentes ou se teremos diabetes. Mas, mais importante que nossos genes para determinar a saúde e como iremos envelhecer, é como os genes interagem com a dieta e o estilo de vida. Mesmo que tenhamos herdado algum gene não muito favorável, em muitos casos, podemos influenciar através dos hábitos a expressão desse gene ou não.

Dentro das célula, isso é possível através das alterações epigenéticas – pequenas modificações que ocorrem no DNA, influenciadas pela dieta, estilo de vida e fatores ambientais a que cada um é exposto. A mais comum dessas alterações, é uma adição de um grupo metila ao DNA (metilação) ou a proteínas, que compactam o DNA, as histonas.

Assim como a sequência de DNA, as alterações epigenéticas também podem ser transferidas ao longo das gerações. Mas ao contrário do código genético, as modificações epigenéticas são reversíveis e podem ser alteradas todos os dias ao longo da vida, dependendo das interações do indivíduo com o ambiente.

A visão dos alimentos devem ir além das proteínas, carboidratos e gorduras que nos fornecem energia e nutrientes. Os alimentos podem inibir, através do mecanismo epigenético, a manifestação de alguns genes que poderiam levar o indivíduo a desenvolver uma doença, por exemplo.

A ciência está começando a entender como essas alterações se relacionam com o desenvolvimento da obesidade. Já durante a gestação e lactação, mudanças epigenéticas podem alterar a programação genética provocando um desequilíbrio ao longo da vida entre a ingestão e o gasto energético.

Na vida adulta, esse desequilíbrio pode alimentar as chances do indivíduo desenvolver obesidade, síndrome metabólica e até mesmo diabetes tipo II. Alterações epigenéticas precoces parecem afetar como o corpo responde a determinadas dietas como as de alto teor de proteínas e baixo teor de carboidratos e como os hormônios relacionados ao apetite e o reganho de peso.

O próximo passo é determinar quais são os fitoquímicos que podem alterar epigeneticamente o risco de desenvolvimento da obesidade e sobrepeso. Quando nos alimentamos, devemos pensar em ingerir aqueles que promovam a integridade do nosso DNA e interações saudáveis com o ambiente. Os já conhecidos e que são os mais saudáveis epigeneticamente falando são os ricos em polifenóis. Essas substâncias são encontradas em frutas, vegetais, sementes e castanhas.

Alguns exemplos desses micronutrientes são:
Catequinas, encontradas nos chás verde e preto;
Curcumina, raiz com pigmentação amarelada e com importante atividade anticancerígena;
Resveratrol, encontrado em uvas, mirtilo e algumas castanhas;
Isotiocianato, encontrado em verduras como brócolis, couve etc.
Isoflavonas, encontradas nos feijões.

Ter conhecimento de que temos uma herança mas que ela não será o fator determinante da nossa saúde e bem estar é fundamental. Temos hoje a informação e o livre arbítrio e temos que ter a consciência que nossas escolhas hoje influenciam as gerações futuras. Portanto, vamos tentar ter uma vida mais saudável, seja no cotidiano, na alimentação, no lazer, sempre procurando melhorar o seu bem estar como um todo. Fica a dica!

fonte: http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/nutricao/noticia/2015/07/por-que-frutas-e-vegetais-influenciam-na-reprogramacao-do-dna.html#assunto-alimentacao

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