Você sabe o que é a Bulimia nervosa?

25.06.2015 | em saúde

 

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Bulimia é um distúrbio que se caracteriza por episódios recorrentes e incontroláveis de grandes quantidades de alimentos, geralmente com alto teor calórico, seguidos de reações inadequadas para evitar o ganho de peso, tais como indução de vômitos, uso de laxativos e diuréticos, jejum prolongado e prática exaustiva de atividade física.

Nos portadores de bulimia, não é a magreza que chama a atenção. Em geral, são mulheres jovens de corpo escultural, que cuidam dele de forma obsessiva. Seguem dietas rigorosas. De repente, perdem o controle e ingerem uma quantidade absurda de alimentos, na maior parte das vezes, às escondidas. Depois, são tomadas por sentimentos de remorso ou culpa. Os recursos de que se valem para não engordar provocam complicações no organismo. Por exemplo: destruição do esmalte dos dentes, inflamação na garganta, sangramentos, problemas gastrintestinais, arritmias cardíacas, desidratação, etc.

A principal diferença entre anoréxicos e bulímicos é o estado de caquexia (extrema desnutrição) a que podem chegar pacientes com anorexia.

 

As causas:

São as mesmas da anorexia. Entre elas destacam-se predisposição genética, a pressão social e familiar e a valorização do corpo magro como ideal máximo de beleza.

 

Os sintomas:

São sintomas da bulimia nervosa:

* ingestão exagerada de alimentos em curtos períodos de tempo sem o aumento correspondente do peso corporal;

* vômitos autoinduzidos por inversão dos movimentos peristálticos ou colocando o dedo na garganta;

* uso indiscriminado de laxantes e diuréticos;

* dietas severas intermediadas por repentinas perdas de controle que levam à ingestão compulsiva de alimentos;

* distúrbios depressivos, de ansiedade, comportamento obsessivo-compulsivo, automutilação;

* flutuação de peso corpóreo;

* distorção da autoimagem e baixa autoestima.

 

Diagnóstico:

O diagnóstico da doença nem sempre é fácil, porque os sintomas não são evidentes como os da anorexia. Por isso, o levantamento da história do paciente, seus hábitos alimentares e a preocupação constante com o peso são dados que precisam ser cuidadosamente observados. Além disso, segundo o DSM.IV, o manual de diagnóstico e estatístico dos transtornos mentais, a pessoa precisa apresentar dois episódios por semana de ingestão descontrolada de alimentos, durante três meses no mínimo, para ser classificada como portadora de bulimia nervosa.

Tratamento:

O tratamento da bulimia nervosa exige acompanhamento de equipe multidisciplinar composta por médicos, psicólogos, psiquiatras, nutricionistas. Medicamentos antidepressivos podem ser úteis, especialmente se ocorrerem distúrbios como depressão e ansiedade. Da mesma forma, a psicoterapia cognitivo-comportamental tem mostrado bons resultados a longo prazo, especialmente quando associada ao uso de antidepressivos e estabilizadores do humor.

Infelizmente, não se conhecem métodos eficazes para prevenir patologias como a bulimia e a anorexia. Certamente, o empenho da sociedade para mudar certos valores estéticos ligados ao culto do corpo e à magreza traria benefícios importantes para a saúde.

Portanto, fique atento a sua saúde, qualquer incomodo ou queixa, procure um médico para fazer uma avaliação.

 

fonte: http://drauziovarella.com.br/mulher-2/bulimia-nervosa/; http://vivamaiscricacoelho.com/page/15/; fonte foto: www.megacurioso.com.br

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