Autoestima e plástica. Qual a importância para as mulheres!

29.09.2015 | em atualidades

 

 

estima

Apesar de conhecida mundialmente por sua beleza e charme, a mulher brasileira é uma das que mais recorre a intervenções cirúrgicas com fins estéticos. A preocupação extrema com a aparência fez com que, em 2004, nosso país figurasse em segundo lugar – e correndo para a primeira posição – na lista dos recordistas em cirurgias plásticas do mundo. Apenas no ano passado, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, foram realizados 800 mil procedimentos. Mas, por trás da busca por um físico mais atraente, escondem-se motivos que vão muito além da vaidade.

Um estudo recém realizado pela Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS), com mais de 600 homens e mulheres, concluiu que 75% dos entrevistados acreditam que melhorar a aparência significa também melhorar seu lado emocional, psicológico e social, e, consequentemente, sua alegria de viver. Se a estética já foi assunto restrito a clínicas de beleza e cirurgia plástica, hoje rende algumas boas consultas a um psicólogo. Assim como a autoestima nos faz sentir capazes de conquistar o mundo, sua falta é arrasadora. Basta uma pitadinha de insegurança bater para, aquele pneuzinho que sempre esteve ali, se transformar de uma hora para outra em um motivo grande o suficiente para deixar de ir ao aniversário da melhor amiga. Por mais que cada centímetro esteja no lugar, quando as ideias se revoltam, nada é capaz de nos convencer do contrário.

Toda mudança no visual acarreta também uma modificação em nossas cabeças. Se a forma como nos vemos reflete a forma como nos apresentamos ao mundo, uma cirurgia plástica é capaz de revelar mais do que um corpo atraente, mas uma pessoa mais interessante. Há um ano, quando se submeteu a uma lipoaspiração, acompanhada de uma cirurgia de correção e redução da mama, a agrônoma Joana Borges não imaginava que o resultado fosse influenciar tanto em sua personalidade. “Foi a melhor coisa que poderia ter feito. Fiquei tão animada com o resultado da cirurgia, que acabei emendando um regime e perdi dez quilos. Hoje sou uma pessoa mais vaidosa, e me sinto muito melhor”, conta Joana, que apoia as amigas que consideram a possibilidade de uma plástica. “Se há alguma coisa incomodando, tem mais é que mudar. O que não pode é ficar se sentindo mal”, decreta.

Para quem está de fora, o resultado pode até não ser tão perceptível. No entanto, para quem vive a cirurgia, a transformação é radical, e ultrapassa os limites do corpo. A assessora de imprensa Carla Fernandes tinha complexo de seus seios grandes desde a adolescência. E isso a afetava de tal forma que até a vida sexual ficou prejudicada. “Eu simplesmente só transava de sutiã. Não permitia que tirassem, não me sentia à vontade. Tinha vergonha dos meus peitos, eram grandes e caídos”, conta ela. Após a plástica, Carla tirou, literalmente, um peso dos ombros. “Nossa! Parece que soltei uma amarra. Me senti segura, inteira, livre daquilo que me desagradava. Fiz as pazes com o sexo e com o espelho. Eu tinha prazer de me olhar e não dar de cara com aquele volume. Passei a usar blusinha de alça, a ir à praia. A cirurgia mudou meu comportamento”, afirma a assessora.  O Dr. Marcos Grillo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, afirma que a autoestima é o que vem em primeiro lugar na lista de pedidos. “Quando uma paciente deixa o consultório satisfeita com o resultado, parece ser outra mulher. Ela ganha autoconfiança, sente-se mais bem disposta, sexy, e pronta para encarar novos desafios”, relata.

E é essa autoconfiança que tem sido procurada nas clínicas médicas. Afinal, em certos casos, uma cirurgia plástica pode ser mais eficaz que quatro anos no divã do analista, para aprender a lidar com o defeito de fabricação. Foi essa a decisão que tomou o gerente financeiro João Arthur Santiago. Depois de passar anos sendo judiado na adolescência por causa das orelhas avantajadas, João Arthur resolveu passar por uma otoplastia. “Desde pequeno, no colégio, davam peteleco na minha orelha. Sempre quis fazer a operação, e paguei com o primeiro dinheiro que consegui juntar, aos 18 anos”, conta. João Arthur, que era um menino tímido e inseguro, saiu renovado da cirurgia. “Quando revejo as fotos, percebo que nem fez tanta diferença, mas na minha cabeça foi total. Me sinto uma pessoa completamente diferente, muito mais segura e autoconfiante. Na época, comecei a fazer amizades e a tomar coragem para paquerar as meninas. Foi o dinheiro mais bem empregado até hoje”, acredita o gerente, atualmente uma pessoa extrovertida e bem resolvida.

Acostumado a receber em sua clínica pacientes insatisfeitos com alguma parte do corpo, ou com os sinais de perda da juventude, Sr. Marcos Grillo percebe que a busca vai além da aparência. “Muitos buscam resultados milagrosos, mas cabe ao profissional agir com honestidade para contraindicar uma cirurgia quando necessário ou determinar seus limites”. Ficar com o nariz igualzinho ao da atriz da novela das oito não é um bom motivo para uma cirurgia plástica, tampouco decidir passar por um procedimento desse tipo logo após um divórcio. Se a plástica acarreta uma melhora da auto estima, ótimo, mas nunca deve ser motivada por um estado de depressão. “Durante as fases de depressão, um paciente pode se sentir frustrado com o resultado. Além disso, ainda que consiga melhorar sua auto estima, é necessário ficar claro que outros fatores de sua vida provavelmente não irão sofrer alterações radicais por conta da sua transformação física”, finaliza o médico.

Lembrando que: A plástica para as mulheres, mais do que mudar nossos corpos e nosso rosto, muda também a forma de pensar. O resultado físico pode nem ser tão perceptível, mas se nos sentimos mais bonitas, atraentes e seguras, é sinal de que ela fez efeito, sendo assim, a nossa autoestima melhora e muito!

fonte: http://www.bolsademulher.com/beleza/plastica-na-auto-estima; fonte foto: pt.wikinoticia.com

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