Saiba mais sobre a “Amidalite”.

29.04.2015 | em saúde

amigdalite

As amídalas são estruturas constituídas por tecido linfóide, ricas em glóbulos brancos. Localizam-se na orofaringe, isto é, na transição da boca para a faringe. Não são estruturas isoladas dentro dos aparelhos respiratório e digestivo. Fazem parte do anel de Waldeyer (conforme a imagem) que compreende a amídala lingua, a palatina e a faríngea (ou adenoide) na região chamada rinofaringe.

Nas amidalites, todas essas estruturas incham e interferem na passagem dos alimentos para o aparelho digestivo e nas secreções que deveriam fluir normalmente pelos seios da face represando-as e provocando, às vezes, sinusite. Além disso, a secreção que desce das amídalas infectadas pode escorrer pela laringe e pela traquéia, ir parar nos pulmões e favorecer o surgimento de pneumonias.

As amídalas desempenham papel importante no sistema de defesa do organismo. A repetição de processos infecciosos e inflamatórios faz com que percam a capacidade de exercer suas funções. Amidalites banais na infância, por exemplo, podem transformar-se em elementos agressores causando problemas sérios de saúde para as crianças.

As amídalas são acometidas por processos infecciosos que podem ser virais, bacterianos ou mistos e, às vezes, por associações com fungos. Nas crianças pequenas, os fenômenos virais são mais comuns; nos jovens, os bacterianos aparecem com mais frequência.

Estatísticas indicam que de 50% a 70% das infecções de amídalas são virais. Dentre as bactérias que provocam amidalite, as mais comuns são os estreptococos, principalmente o beta-hemolítico do grupo A que é ligado a algumas eventuais complicações como febre reumática, escarlatina e glomerunefrite, por exemplo.

Os sintomas predominantes são febre persistente, dor local e dificuldade para engolir, às vezes associados à inflamação dos gânglios do pescoço que, por assim dizer, têm a função de represar as infecções, evitando sua propagação para o organismo.

Para o diagnóstico da amidalite é importante avaliar o conjunto dos sintomas. Por exemplo, a mononucleose, uma doença comum provocada pelo vírus Epstein-Barr, também provoca inflamação das amídalas e dos gânglios do pescoço que fica mais grosso, inchado e doloroso na apalpação. Às vezes, essa infecção repercute em outras áreas do organismo, principalmente no baço que aumenta de tamanho. Apesar de certos sintomas em comum, a doença é outra.

As amídalas são cheias de buraquinhos, as criptas, onde se acumulam restos de alimentos, saliva e bactérias que formam uma massinha amarelada chamada de caseum e que pode provocar mau hálito e gosto ruim na boca, sinal de amidalite crônica.

Geralmente os remédios usados nas amidalites são derivados da penicilina, especialmente a penicilina potássica ou a benzatina. Também são usadas outras drogas como ampicilina e amoxicilina associada ao ácido clavulânico. É importante saber que existem germes capazes de produzir uma enzima que inativa a ação do antibiótico. No caso da amoxilina, por exemplo, é necessário associá-la ao ácido clavulânico ou trocar de antibiótico, se o efeito não for satisfatório. Há também pacientes alérgicos a esse tipo de medicação que precisam experimentar outros medicamentos.

Portanto, lembre de consultar o seu médico sempre que necessário. Cuide bem de sua saúde!

fonte: http://drauziovarella.com.br/entrevistas-2/amidalite-3/

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