A importância do voto consciente e bem direcionado.

03.10.2016 | em atualidades

voto

Um Brasil melhor surgirá no momento em que se instale definitivamente a ética na política nacional. É notória, quiçá alarmante, a situação de extrema calamidade em que vive o povo brasileiro. Quando digo “povo”, quero retratar a grande maioria dos cidadãos, que vê suas vidas diariamente envoltas numa realidade imoral, criada por falsos representantes seus que, à frente do poder público realizam verdadeiras atrocidades, retribuindo a confiança de toda uma nação na forma de corrupção desmedida, hipocrisia sem pudor e desumanidade irracional.

Inúmeras promessas são feitas assiduamente em todo o território nacional por maus políticos revestidos de más intenções. Travestidos de super-heróis, desfilam um discurso demagógico, garantias de melhoria de condições de vida para a sociedade que, porém, de tão descumpridas, tendem a cair na incredibilidade e em geral não passam do período pré-eleitoral.

A crise brasileira vem se agravando há muitos anos, mas é na atualidade que se mostra mais aguda e complexa. Crise que, num passado não muito longínquo, imaginávamos ser principalmente econômica, mas o presente nos prova que se estende em inúmeros fatores que quase sempre têm origem em má administração e descaso das autoridades que detêm o poder e, que, rotineiramente, evidenciam seu total desprezo pela ética e probidade.

É assustador, por exemplo, a constatação do descrédito relativo à área da saúde imposto por nossos governantes.

O sistema de saúde no Brasil se torna cada vez mais insipiente e precário, apesar da fantasiosa e leviana qualificação, como sendo um sistema de saúde “quase perfeito”, fazendo com que pessoas morram sem atendimento em filas intermináveis nas portas dos hospitais.

O cidadão tem direito constitucional a atendimento médico eficiente, e é mister aos mais necessitados acesso gratuito aos remédios, quase sempre de tão caros que são, inviáveis para a população mais carente.

Cumpre registrar que, diariamente, apesar de o Poder Judiciário determinar ao Poder Executivo o fornecimento de medicamentos nas demandas ajuizadas por cidadãos necessitados por meio de legítimas e fundamentadas decisões judiciais, de forma acintosa, o que se constata é o descumprimento reiterado de tais decisões. Isso revela o total desprezo das autoridades administrativas pela ordem jurídica em vigor, na certeza da impunidade, que não é abalada sequer pelo receio da configuração dos crimes de desobediência, prevaricação ou improbidade administrativa.

Na verdade, as leis penal e processual penal em vigor estão em descompasso com os novos tempos e o modus vivendi da sociedade. São as leis benignas, principalmente as normas processuais penais, que encorajam sobremaneira os criminosos, dando-lhes a certeza da impunidade. Parece-nos até que foram feitas não para vir em socorro dos cidadãos, mas sim para encorajar marginais, dada a sua nítida frouxidão.

É espantosa a inversão de valores!

Frustrante é constatar que comumente arruaceiros exibicionistas e de alta periculosidade – dada a sua manifesta irracionalidade e intensidade de violência, que ameaçam a vida e a segurança de pessoas inocentes, trazendo prejuízos significativos à sociedade e ao patrimônio público –, num passe de mágica, se transformam em heróis, quase que condecorados, confundindo-se baderna e atos reprováveis de vandalismo criminoso em exercício de democracia.

O nosso sistema penitenciário, em péssimas condições, tem gerado verdadeiras escolas da marginalidade. A condição subumana imposta aos presidiários e a ociosidade reinante, de forma nada condizente com a recuperação social daqueles que transgrediram as leis, é a razão maior dos constantes motins, muitas vezes praticados para manter regalias intoleráveis.

O pior é que a história tem nos mostrado que, ou o Estado se faz silente e não se propõe a resolver o problema, ou ele se faz presente adotando ações de absoluta incompetência, numa guerrilha partidária tão divorciada dos reais interesses do povo.

O problema dos trabalhadores rurais, que vagueiam sem destino, na absoluta miséria, manipulados, muitas vezes, por verdadeiros grupos de guerrilha, é semelhante ao dos índios, que abandonados à própria sorte e sem a devida proteção das autoridades, vêm sendo dizimados pelas condições precárias a que estão relegados.

Quanto a um futuro melhor, devemos frisar que um país que desvaloriza a educação deixa à mercê da ignorância seus jovens, semente de um novo e promissor amanhã.

Portanto, vamos votar consciente, sabendo em quem escolher para nos representar no parlamento.

Fonte: http://revistavisaojuridica.uol.com.br/advogados-leis-jurisprudencia/76/politica-com-etica-a-importancia-do-voto-consciente-e-272026-1.asp

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